segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Eu começo a recear...(Google Analytics Parte II)

Bem sei que muito provavelmente me estou a tornar repetitivo, mas para mim o Google Analytics é ainda uma novidade, e para ajudar à festa os resultados das pesquisas que fazem no motor de busca e que redireccionam para aqui são cada vez mais indicativas de que algo de muito grave se passa neste blog - e suspeito que muito gente que vem cá ter anda à procura de porno na net. Senão vejamos:

- Com quantos anos as meninas estão iniciando a relação sexual? - Meu caro, eu se fosse a si jogava pelo seguro e apostava na maioridade, a partir dos 18 anos. Assim não corre riscos. Conselho de amigo.

- Confissões zoofilia - Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que a zoofilia é uma depravação sexual que consiste em ter sexo com animais. Ora, um gajo que tenha posto isto num motor de busca com certeza andava à procura de outros tarados do mesmo género dele para se sentir menos mal. E o pior é que vieram cá ter, não sei a propósito do quê...

- Dona de casa depravada - Alguém anda a dar uso à mão...até deve cheirar a queimado! Aposto que este tem fetiches com aventais, espanadores, etc...

- Mulheres casadas e depravadas - Na mesma onda do anterior...

- Quantos comprimidos é preciso tomar de ibuprofeno para morrer - Não sei, mas se pegares numa pistola e estoirares a massa encefálica o resultado é o mesmo. Não é mais higiénico mas tem o seu quê de drama, e sempre é capaz de vir nos jornais.

- Fir Pote de Alcochete - Este não teve inglês na escola. E por falar nisso, tenho que ir ao Fir Pote de Alcochete, que aquilo é outlet e até tem umas coisas jeitosas e em conta. Não há nada como ir ao Fir Pote.

- Como fazer para esconder o busso, bigode - És menino? Já ouviste falar de uma coisa chamada Gillette? Consiste numa lâmina que se passares pela penugem costuma dar resultado. Se fores menina, existem outros métodos sem ser o atrás mencionado que têm o mesmo resultado. Mas se o quiseres esconder, mais vale a pena fazê-lo. Ah, e não se escreve "busso", mas sim "buço". Depois não digas que não ensino nada.

- Confissões de anormais - Ainda por cima sou insultado. Ok, eu sei que sou um anormal, mas daí a redireccionarem isto para aqui...

sábado, 19 de Dezembro de 2009

A Fauna da Noite Lisboeta

Ontem, sem que nada o fizesse prever, no seguimento de um jantar de semi-negócios entre amigos, fomos parar ao Cabaret Maxime, porque um deles tinha uma "amiga que não via há dois anos" que queria reencontrar. Então lá fomos, e dediquei-me sobretudo a observar a fauna e a flora deste local, que resume em muito o que se passa em muitos locais nocturnos de Lisboa. Encontramos assim os mais variados espécimes, such as:

- o gajo da boleia: este é o tipo de gajo que sai sozinho com um grupinho de gajas, normalmente giras, sendo que o tipo é sempre assim a atirar para o nerd, com as calças de ganga colecção C&A padrão standard subidas até ao umbigo, a camisinha de flanela aos quadrados metidas para dentro das mesmas calças, e o penteado à anos 50. O gajo é manipulado pelas miúdas para depois lhes dar boleia, para elas beberem à vontade e engatarem outros gajos. No entanto, "o gajo da boleia" nunca perde a esperança e acaba invariavelmente a noite em casa a dar largas à sua criatividade enquanto pratica o onanismo, inspirado pelas suas amigas giras.

- o grupo dos cotas com dinheiro: andam sempre em trio, têm por volta dos 40 e poucos anos, e vestem o seu blazer castanho claro e a camisa de marca. Sempre de copinho na mão, sacam dos seus telemóveis último modelo enquanto olham com olhar predador para miúdas 20 anos mais novas. Invariavelmente acabam a noite numa casa de pu*** porque não sacam nada sem ser a pagar.

- as divorciadas esfomeadas: estão por todo o lado. Quase sempre saíram de um casamento frustrante, em que o auge era ir ao fim de semana ao Colombo, e então agora reúnem-se com as outras amigas divorciadas e sedentas de macho e vão para o ataque, sem olhar a idade nem estatuto social. São uma boa opção para os dois grupos acima, uma vez que têm as expectativas tão baixas que quase qualquer gajo serve.

- o predador com problemas psicológicos: isto é o que há mais. Gajos muito estranhos que saem sozinhos, com um aspecto muito duvidoso que oscila entre o violador e o serial killer. Andam para ali a dançar sozinhos, sempre com o olhar fixo em alguém, com as mãos nos bolsos. Para estes não convém olhar com muita insistência, pois corremos o risco de acabar a noite esventrados num caixote do lixo.

No entanto, existem ainda mais grupos sociológicos deste cariz, que serão analisados em sede própria, em tempo e locais oportunos.

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Google Analytics: Medo

Aqui há uns dias a Cat, num acto de sacrifício e uma pitada de pena em relação à minha pessoa, fez o obséquio de me iniciar nas lides do Google Analytics. Confesso que só quis aderir a isto para me rir um bocado, nomeadamente com as frases que certas pessoas escrevem no Google e que reencaminham automaticamente aqui para o boteco.

Assim, passo a citar algumas delas, que admito, metem-me algum medo.

- Confissões para o psicólogo - Eu bem sei que "sanidade mental" não é coisa que grasse aqui para os meus lados, mas daí a eu ser um case study de psicologia ainda vai um bom bocado. Ou talvez não.

- Fotos mulheres africanas depravadas - Fantástico. Asseguro que nunca postei aqui nenhuma foto deste cariz. No entanto, tenho uma ligeira ideia de quem poderá ter sido a pessoa que escreveu isto num motor de busca...talvez a mesma pessoa que proferiu a seguinte frase: "Quando experimentares uma cabritinha não vais querer outra coisa". E mais não digo.

- Frases que ecitam as mulheres levam as mulheres ao orgasmo - Em primeiro lugar, meu jovem, fica sabendo que aqui neste pardieiro não aprendes nada. Em segundo lugar, se queres sequer ter a remota possibilidade de "ecitar" uma mulher, aprende a escrever como deve ser. E fica aqui uma dica: se queres levar uma mulher a um orgasmo, é bom que faças mais do que falar.

- Oh pá que nojo - Eu bem sei que isto não vale nada, mas até o Google já redirecciona "nojo" para aqui? Que crueldade...

- Sexo gay - Tenho medo. Ainda para mais quando está ali a minha foto. Este blog não rigorosamente nada a ver com sexo gay ok? Só para que saibam.

- Jogos de gitara grates - Presumo que isto seja qualquer coisa como "Jogos de guitarra grátis". E isto só corrobora a minha opinião de como em Portugal há muita gente burra.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Sem querer desviar a atenção do post abaixo - que gostava que dessem a vossa opinião - só venho aqui dizer que a partir do momento em que uma certa e determinada pessoa escreveu três artigos que vão passar a constar da legislação nacional, algo de muito grave se passa neste país. Cada vez mais começo a perceber porque é que isto é um caos.

Parabéns Nélio, o primeiro legislador da fornada FDL 2002/2007. E agora vou só ali morrer um bocadinho.

Casamento gay

Esta temática tem estado na berra nos últimos tempos, provocando grande controvérsia em todos os círculos onde é abordada. Uns são contra, outros a favor, e outros assim assim.
Para ser sincero, acho muito difícil que em Portugal se implemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, devido à mentalidade (muito) fechada que por cá existe. Apesar de supostamente sermos um Estado laico, ainda se vive muito à sombra da religião e dos seus dogmas, que, na minha opinião, são um entrave ao desenvolvimento. Mas isso são contas para outro rosário.
Tenho uma opinião muito própria quanto a este assunto. Acho inconcebível que o mecanismo legislativo ainda não permita este tipo de casamento. É que reparem: a lei permite a união de facto entre duas pessoas do mesmo sexo. Então se permite que isto aconteça, porque é que não permite o casamento? Pura influência religiosa, digo eu. No fundo, os resultados práticos vão dar ao mesmo...e se o casamento for o desejo entre as duas pessoas, porque não?
Outro tema que anda sempre de mãos dadas ao acima abordado, é o da adopção de crianças por casais homossexuais. Porque não? Não sou psicólogo nem nada que se pareça, mas acho que orientação sexual da criança não estaria em perigo pelo meio em que vive, tanto mais se os "pais" (ou as mães) forem conscientes. Mas isto sou eu que digo, posso estar redondamente enganado... E temos que pensar que mais vale uma criança num lar onde é desejada e amada do que numa Instituição qualquer...
Qual a vossa opinião sobre o assunto?

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Made In Portugal



Mais uma vez peço desculpa por pôr aqui um vídeo - que sei que não há muita paciência para ver - mas este vale mesmo a pena. Trata-se um hit do jovem luso radicado no Canadá, Telmo Miranda, que granjeou fama no ido ano de 1997.

Nesta obra prima - tanto do ponto de vista do vídeo como da própria musicalidade - a mulher portuguesa é retratada de forma ímpar pelo jovem artista, ficando-nos no ouvido a tagline - "Ela é tão bonita, ela é genial, ela é com certeza a mulher de Portugal".

Mas este vídeo tem muito que se lhe diga, para além da letra. Atentem bem na coreografia. Se isto tivesse algum dia passado na MTV, era ver as pitinhas todas numa discoteca qualquer da moda a imitarem estes passinhos de dança, tal e qual como se fazia com a Macarena, a Saturday Night, ou a Asereje, aqui há uns largos anos. É todo um novo conceito de dança e de movimentos sensuais, acompanhados daquele visual "imigra", com o cabelo comprido e cara a puxar para o hermafrodita.

Vejam, que vale a pena.

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Mitos Urbanos

Existem uma série de ideias pré-concebidas acerca de coisas que supostamente os homens gostam e necessariamente percebem daquilo p'ra caraças. Ora, muitas dessas coisas não correspondem à realidade, pelo menos aplicadas à minha pessoa (conheço uma pessoa que foi rejeitada numa entrevista de emprego porque utilizou esta expressão - "minha pessoa" - por isso tenham cuidado com o que dizem).

Pois bem, corre por aí que os homens adoram carros e sabem aquilo tudo de trás para a frente, conhecem os modelos todos, etc. Falando por mim e pela comunidade macha que e rodeia e com quem tenho algum contacto: é mentira. Não percebo nada de carros nem de mecânica e sinceramente nem tenho muito interesse. E sempre que alguém começa com uma daquelas conversas de "epá o meu carro tem não sei quantos cavalos, e o teu?". Resposta: "have no idea". E começo a sentir-me profundamente aborrecido com a conversa.

Outra coisa: bricolage. Para mim, plantar uma espécie vegetal ou construir aquele armário com 325735 divisórias é um mistério da humanidade. Odeio o IKEA, AKI, e quejandos, tenho pavor quando me dizem que tenho de montar um móvel. Prefiro pagar e deixar que quem já chegou ao estado Homo Habilis faça o trabalho. Eu cá ainda estou no Australopitecus (não digo o Homo Erectus porque obviamente ia suscitar a piadola fácil e brejeira).

Vá lá que sei mudar uma lâmpada e coisas básicas que tais, mas não me peçam para arranjar a canalização, a não ser que queiram uma reconstituição das cataratas do Niagara, como já me aconteceu. Jurei para nunca mais.

Olhando para o que escrevi, chego à conclusão que sou um inútil. Mas um inútil com alguma classe, porque orgulho-me disso - e faço questão de o apregoar com pompa e circunstância - e continuo com aquele arzinho irritante de quem tem sempre razão e que "se quisesse em 10 minutos aprendia a fazer isso mas só não faço porque não me quero dar ao trabalho". Ou pelo menos faz-me sentir melhor pensar assim.

P.S.: Também não percebo grande coisa de informática. Um pouco mais que o básico... Mas mesmo assim não consigo iniciar o Google Analytics apesar de já mo terem explicado no mínimo umas 10 vezes.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Modas

As pessoas vivem de modas. Quem não se lembra das cigarrilhas e das meninas coquettes dos anos 20? Ou das calças à boca de sino e dos afros dos anos 70. Ou ainda daqueles pentados carregados de mau gosto dos anos 80? Ou do visual ganga dos anos 90 (deliro especialmente com este).

Hoje em dia, tudo gira à volta de modas, não só de vestuário, mas de maneira de estar e de viver. Por isso, gostava de tecer algumas considerações acerca de certas tendências que se têm verificado nos últimos tempos e com as quais me apetece embirrar só porque sim.

Então vejamos... Não sei se já repararam, mas nos últimos tempos, parece que é requisito para se ser apresentador de programas de TV - salvo honrosas excepções - ser-se lariló. Ou parecer ser bichona. Homofobias à parte, claro, que eu não tenho nada a ver com a orientação sexual de ninguém. Mas vejam lá se não é verdade. Temos o Goucha, o Cláudio Ramos, o Baião, e até o Eiró, que se não é, imita muito bem. Pronto, eu talvez esteja a exagerar, e um deles às tantas apanha aqui o blog e põe-me um processo em cima, porque eu sou estúpido o suficiente para pôr a minha fronha ali de lado (isto não sou eu, é um gajo qualquer que tirei da net!), mas a verdade é que a TV está infestada de panisgada e isso é um facto incontornável.

Depois há a moda dos restaurantes fashion e de nouvelle cuisine. Epá, coiso e tal, muito bem, até dá para aumentar o status, mas eu prefiro a um tasco e comer um bitoque como deve ser, cheio de molho e de substâncias alienígenas que decerto irão contribuir para o meu futuro enfarte, ao invés de me apresentarem a porra de um bife que não cabe na cova de um dente, que ocupa cerca de 1/10 do prato e com uma merdinha de salsa em cima a decorar. E tendo em conta que para o bitoque no tasco pago 5€, e no restaurante rococó nunca pago menos de 30€.

Finalmente, a minha embirração de luxo. O japonês. Perdoem-me, porque eu sei que muita gente gosta, mas não consigo achar piada àquilo. Sabe-me mal. Peço imensa desculpa se gosto de comida cozinhada, mas comer peixe cru não é um dos meus desígnios de vida. Juro que me vem uma náusea à boca quando como aquilo. E ainda por cima comer com pauzinhos. Fiquei com trauma, porque uma vez tivemos um almoço do escritório num restaurante japonês, e eu além de não gostar daquilo ainda levava cerca de 2 minutos a levar arroz à boca (e ainda por cima aquele arroz é meio empapado...).

Depois desta breve intolerância cultural e até homofóbica, retiro-me, constatando que a introdução a este post é uma das piores de sempre, porque quase não tem nada a ver com o que é escrito depois.